O Rancho Típico da Amorosa que pretende ser um museu vivo dos seus moradores de antanho, foi fundado a 8 de Novembro de 1935. Recebeu nos primeiros anos da sua existência, o conselho e orientação do Etnomúsicologo Prof. Armando Leça. No livro de honra da colectividade, esta distinta figura, rica no conceito, que, ao tempo, tinha destas coisas do folclore escreveu: “Enquanto no Rancho Típico da Amorosa perdurar tão benéfica intenção, terá um defensor para aplaudir”.
O Rancho Típico da Amorosa, seguindo as recomendações da UNESCO, recolhe, preserva e divulga algumas formas de viver desta laboriosa gente leçeira.
Na pureza dos seus trajes e danças, mas também na qualidade dos espectáculos que o R. T. A. apresenta, fruto de um trabalho árduo, persistente e com uma metodologia rigorosa, o Rancho Típico da Amorosa assume um protagonismo digno de registo.
Muito se tem escrito sobre o grupo, citamos:
“ A herança rural das gentes de Leça, foi a partir de 1935 recolhida e recriada pelo Rancho Típico da Amorosa que, com trajes “verdadeiramente antigos” e genuínos da segunda metade do século XIX, pernas braços, corpos e corações despertos canta e dança o folclore maiato”. (Hélder Pacheco in o Grande Porto).
Além de inúmeras participações em todo o País, o R. T. A. participou em várias manifestações folclóricas na Europa, na Ásia e na América Latina.
O Rancho Típico da Amorosa é organizador do FESTARTE (International Popular and Traditional Arts Festival Matosinhos), festival CIOFF (um ONG que goza de estatuto B Junto da UNESCO), que é hoje um dos mais importantes festivais de Folclore, que se realiza no género em todo o País. É também sócio fundador da Federação do Folclore Português, Medalha de Mérito Dourada da Câmara Municipal de Matosinhos, colectividade de Mérito Cultural da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, e é uma instituição de Utilidade Pública.
